Because,I'm crazy
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Eu sei que não sei fazer cafuné direito, eu sei que tô sempre com o cabelo desarrumado, só atraio confusão e não costumo escolher as melhores roupas. Eu sei que às vezes eu erro, tenho minhas crises existenciais e aquele medo exagerado de perder. Eu sei que de vez em quando eu colo em você, que quando brigo sou criança. Eu sei que minhas piadas não são lá tão engraçadas, que meu humor não é sempre dos melhores e que meu jeito é todo desajeitado. Eu sei que sou torto, do avesso e as vezes idiota pra caralho. Mas por favor, não desiste de mim não. A gente combina, pode acreditar. Vai dar certo. Tem de ter, pelo menos, um motivo pros meus dedos encaixarem tanto nos teus. Agora, pelo menos dessa vez, eu vou fazer com que dê tudo certo. Confia em mim. Mas por favor, não desiste desse meu jeito desajeitado de ser.
Pedro Rocha.    (via alentador)
É engraçado. Por que, quem em sã consciência se interessaria por mim? Não acho que nasci pra isso. Digo, amar. A minha praia é a solidão. Ninguém me serve e não me sinto o encaixe de ninguém. Sou como aquela roupa que você compra sem experimentar e quando chega em casa, o número é maior ou menor, tanto faz. E você acaba jogando fora, como qualquer outra coisa na sua vida que ocupa um espaço desnecessário. Eu vejo casais que se olham com um brilho gritante no fundo dos olhos e logo penso que ninguém jamais olharia pra mim daquele jeito. Eu ouço histórias de loucuras de amor feitas pra alguém e tenho certeza de que ninguém faria algo parecido por mim. Há algo na minha essência que me impede de ser uma pessoa interessante, misteriosa, atraente ou algo parecido. Existe uma barreira gigantesca entre o meu lado e o lado onde se encontra o resto do mundo. E ninguém, absolutamente ninguém, tem o interesse de atravessá-la. Em compensação, a solidão, a angústia e o vazio a atravessam com facilidade e me tomam o peito. O amor nunca bate na minha porta, nunca sorri na minha direção, nunca me chama pra tomar um café. Cheguei a conclusão, depois de todos esses anos brigando com a vida e exigindo uma história digna de filme romântico, que o meu lugar é, sempre foi e, em todos os casos, sempre será no meu quarto, intacto e sozinho. Não existe um só ouvido paciente pra me escutar, tampouco um colo quente pra me abrigar. Eu sou como um objeto insignificante no meio de uma casa abandonada. As paredes são as minhas únicas e fiéis companhias. O problema é que paredes não preenchem um coração oco, não aquecem os pés no inverno e não abraçam forte no escuro. Confesso, não sei amar. Não sei me doar, não sei me render e também não faço ideia de como me entregar. O problema é que o mundo não me dá a oportunidade de aprender.
Capitule e Querido John. (via recontador)
Vou te chorar (contar) as dores que engoli hoje.
Eu tive tanto medo de mim, esta manhã; eu vou ficar sozinho, meu-amor-imaginário, eu vou ficar sozinho com meus cães e gatos e todo resto. Porque, i know, que lá no fundo, ninguém se jogaria nos abismos por mim. E por que o fariam? Eu estou sempre deslocado esperando atenção de quem mal olha, eu grito e grito em frente ao espelho na intenção de que ele responda e cale o meu ímpeto, cale a minha boca muda e minhas costas doloridas que pedem descanso. Eu chorei enquanto minhas colegas falavam de homens e diziam que a beleza é o que mais importa. E importa mesmo? Importa sim, meu amigo diz, a sociedade diz, o verbo diz: importar-se com. Eu queria ter errado a rota da faculdade para casa e ter ido para o espaço, sumido, virado pó, eu pensei em tantas coisas, pensei até em me jogar da janela do meu apartamento e a ideia ainda não foi descartada. Eu sei, é terrível pensar na ideia de morte quando a vida fala mais alto, mas para mim ela grita e some, e não aparece mais. Os anjos são tão bonitos quando meus olhos veem o sensível, minhas mãos estão ásperas e eu ouço Beyoncé na esperança de que minha alma acalme-se e a amanhã não seja tão penoso como me foi o hoje, o agora, o sempre. Por que tudo está tão errado? Por que eu nasci tão descentralizado? Eu te contei, meu-amor-imaginário, que eu não acredito mais no amor? Feriram-me até minha garganta expelir a esperança no amar, amar é sempre tão difícil e doloroso, é pior que cálculos matemáticos, é mais agonizante que minha respiração em dias de rinite aguda. Eu desacredito na forma como as pessoas se relacionam, estou tão cético e redundante, mas eu ouço “Resentment” e essa música diz sobre o perdão que eu não tenho, sobre o otimismo que eu não tenho, sobre você, que eu não tenho e nem vejo. Ir embora: ato de fuga da realidade que te sufoca aos poucos. E o que é a realidade? (é a falta de um amor ou qualquer coisa que te traga paz. e a minha já não é minha faz tanto tempo…)
Eu viro água.  
(via romanteios)
As vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você.
— Pitty  (via romanteios)
Eu preciso de alguém que também precise de mim de volta .
— hey hey (via the-quiet-in-the-end)
Te amo. Qualquer dia te ligo ou escrevo de novo.
Velho Bukowski.   (via enduvidado)
E nos dias em que a felicidade bate em nossa porta, a gente encontra um motivo, nem que seja um, para não abrir a porta. E por quê? E eu não consigo compreender essa sensação de sacies e essa vontade inexplicável que todo mundo têm de querer sofrer um pouco, um pouquinho que seja, uma feridinha que seja, um incômodo que seja. E eu me doo por tentar explicar essa mania estúpida de querer, tentar e de encontrar um problema quando se está bem. E eu me remoo pelo mesmo motivo de querer encontrar a resposta, que por hora nem tem explicação. E eu me doo, me remoo, me suo, me estudo, me reviro, me viro, me tiro, me coloco, me esquartejo e nada. No fundo, bem no fundo, nós somos uns eternos sofredores, tristes e dramáticos de sempre. Felicidade? Felicidade sozinha não é nada. Amor? Amor sozinho não é nada. Felicidade precisa de um motivo pra encher o saco. Quem é que gosta de ser 100% feliz? Quem é 100% feliz? Ninguém gosta dessa tal felicidade, assim, crua e nua posta num prato pra ser deliciada com a maior vontade. Quem é que gosta desse gosto de nada? A vida precisa de uma apimentada, a felicidade precisa de mais sal. Quem é que suporta viver só na alegria? E quem trata de ser alegre já é surpreendido: ei, murcha esse sorriso que a vida não é só felicidade. Vida, vida mesmo, não tem só felicidade. E felicidade, digna de ser apreciada, não tem só coisas boas. Oras, quem é que gosta dessa mesmice de felicidade sem sabor nenhum? Eu quero é gosto, eu quero é cor. Eu quero é amor, eu quero é amar. Eu quero é ler, aprender, festejar, viver. Mas pra viver mesmo, a gente precisa disso? Dessa imposição de tristeza e de problemas quando tudo está correndo bem? A gente precisa mesmo dessa mania de querer encontrar um defeito quando tudo está visivelmente saudável? A gente precisa mesmo querer murchar todo tipo de sorriso, só porque a felicidade pura é meio sem sal? A gente precisa mesmo dessa intolerância de alegria? De tanto nós sermos tristes, felicidade acaba sendo tosca. A gente acaba sendo tosco. E sabe qual é o motivo? Felicidade nunca basta. Só felicidade, assim, sem nada incluso, não basta. Não supre necessidade, não enche barriga, não mata vontade. Nenhuma sensação, sentimento, e seja lá o que for, nada é legal sozinho. Felicidade? O que é isso? Ninguém sabe, ninguém nunca provou. O povo só ouve falar. Felicidade, a pura, a crua, a nua, ninguém quer não… Todo mundo quer felicidade com cor, com gosto e com um probleminha pra não ser tão fácil. Ou vai dizer que desafios não nos movem? Felicidade todo mundo quer, mas que venha com acompanhantes, por favor.
Alugue Felicidade  (via renascedor)
Basta olhar no fundo dos meus olhos para ver que eu já não sou como era antes.
Jota Quest.  (via alentador)
Sempre quis alguém que me ouvisse. Não as bobagens que falo de vez em sempre. Mas o que minha alma não sabe dizer. Que fizesse esforço para captar tudo que não sai da minha boca.
Clarissa Corrêa.  (via n-o-v-o-h-e-r-o-i)

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